Artigos científicos


Contexto epidemiológico atual da infecção por Helicobacter pylori
Current Epidemiological Context Helycobacter pylori infection on



José Miguel Luz Parente; Mírian Perpétua Palha Dias Parente


Artigo de Revisão publicado na GED 
gastroenterol. endosc. dig. 2010:29 (3):86-89
Acesso: http://www.sbmd.org.br/Artigos_GED_2010/Edicao_3/EDICAO_03_julho_set_2010_2.pdf







Perfil epidemiológico de pacientes submetidos à radioterapia em hospital de referência em Teresina- PI

Danilo dos Santos Silva [1]
Denise Maria Meneses Cury 1
Maria Augusta Bezerra Braga 1
Mírian Perpétua Palha Dias Parente [2]
Jose Miguel Luz Parente [3]


* Artigo publicado nos Anais do CRM-PI em 2011

RESUMO

A epidemiologia tem se mostrado uma importante ferramenta na busca de novos conhecimentos a cerca dos diversos tipos de câncer. Essa doença foi descrita desde a idade antiga como sinônimo de um mal que cresce insidiosamente, marcado pela neoformação celular descontrolada, autônoma, em conseqüência de alterações nos genes que regulam o crescimento e diferenciação celulares, a partir da interação de fatores internos e externos. Este trabalho tem por objetivo a análise do perfil epidemiológico apresentado por pacientes portadores de neoplasia e submetido a tratamento radioativo, a fim de gerar informações substanciais para a análise da doença como um todo dentro de um âmbito comparativo, permitindo o avanço na compreensão das concepções estatísticas de diferentes neoplasias e, ainda, da extensão dos serviços de radioterapia prestados na capital do Estado do Piauí, correlacionando o perfil com os tipos de diagnósticos histopatológicos que mais lhe são comuns.  Para a realização da pesquisa utilizaram-se 231 prontuários médicos de pacientes portadores de neoplasias submetidos a tratamento radioterápico no Hospital São Marcos, em Teresina-PI, entre os anos de 2006 e 2007, por meio de fichas próprias. A análise de prontuários médicos permitiu o fornecimento de informações importantes sobre a magnitude desta doença, a forma como seus diversos tipos afetam segmentos diferentes de populações do Piauí e de outras unidades da Federação, das quais se originam os pacientes analisados e que respondem por 48,0% dos 231 pacientes da pesquisa. A maioria dos pacientes era do sexo feminino (65,0%), originários do Piauí (51,9%) sendo 53,3% teresinenses. O tipo de neoplasia mais observado foi o câncer de colo uterino (35,5%), equivalente a 54,3% dos cânceres no sexo feminino, seguido pela neoplasia maligna da próstata representada por 14,3% do total de neoplasias observadas (41,2% dos casos entre os homens). 18,6% dos pacientes não sabem ler ou escrever e os homens são, em média, 10 anos mais velhos que as mulheres, tendo, em média, 58 anos de idade no momento do diagnóstico, sendo a maioria dos pacientes agricultores, aposentados e donas de casa.
Palavras-chave: Epidemiologia; radioterapia; neoplasias.

INTRODUÇÃO
A clássica verificação de que, em séculos passados, limpadores de chaminés tinham mais câncer de escroto forneceu as primeiras pistas para a compreensão de que fatores ambientais são importantes no aparecimento dos tumores1. O contato prolongado com determinados agentes (exposição ao sol ou substâncias químicas diversas) associa-se a maior probabilidade de surgimentos de uma variedade de tumores que, de alguma maneira, possui relação positiva para o agente em questão. Portanto, tanto fatores ambientais como individuais são de real importância no surgimento e desenvolvimento de tumores e os dados epidemiológicos têm significativa importância na identificação de agentes causadores de câncer3,21.
No ano de 2008, de um total de 58 milhões de mortes ocorridas em todo o mundo, o câncer foi responsável por 7,6 milhões ou 13% de todas as mortes. Os principais tipos de câncer com maior mortalidade foram: pulmão (1,4 milhão); estômago (cerca de um milhão); fígado (700 mil); cólon (610 mil); e, mama (460 mil). Do total de óbitos por câncer ocorridos em 2005, mais de 70% ocorreram em países de média ou baixa renda2. No Brasil, as estimativas para o ano de 2010, apontam que ocorrerão 489.270 casos novos de câncer. Entre as neoplasias mais incidentes, à exceção do câncer de pele do tipo não melanoma, serão os cânceres de próstata e de traquéia, brônquio e pulmão no sexo masculino e os cânceres de mama e de colo do útero no sexo feminino, acompanhando o mesmo perfil da magnitude observada para a América Latina3.
No Brasil e em outras partes do mundo o modelo de combate às neoplasias tem por base, pelo menos em parte, o uso da prevenção como arma indispensável. Vários estudos epidemiológicos apontaram a prevenção primária e secundária como determinantes na redução dos alarmantes índices de internação por neoplasias violentas como o câncer de mama. O impacto socioeconômico atrelado à condição neoplásica e seu tratamento demonstram a necessidade de estudos que esclareçam as peculiaridades dos sujeitos acometidos por essa doença e permita traçar-se o perfil sob o qual esses sujeitos se encaixam para subsidiar com informações abrangentes as medidas profiláticas e terapêuticas4,5,6.
A assistência ao portador de neoplasia maligna inclui-se entre os serviços de saúde mais onerosos dentro do âmbito de aplicações de recursos nesta área. Somente em 2009, foi gasto R$ 1,4 bilhão para o atendimento de quimioterapia e radioterapia na rede pública, e o peso dos investimentos em tratamento, prevenção e diagnóstico, bem como as perdas geradas pela incapacidade de produção e morbidade dos pacientes acometidos fez todos os fatores relacionados com o processo epidemiológico de a doença neoplásica ganhar notável importância. A previsão do governo federal é que, com os investimentos anunciados, os recursos aplicados em 2011 ultrapassem os R$ 2 bilhões7.
 Assim, populações epidemiologicamente distintas, permeiam registros contendo suas características sócio-econômicas e culturais, capazes de influenciar no surgimento de fatores que contribuem ou estão relacionados, em maior ou menor grau, com as taxas de incidência de determinados tipos de neoplasias.
Várias são as causas deflagradoras do surgimento de neoplasias, dentre as quais, os fatores externos como radiações ionizantes e poluentes e os fatores internos como erros não-corrigidos ou deletérios do código genético. Esses e outros fatores se relacionam e influenciam uns aos outros à medida que as populações humanas passaram a ocupar cada vez mais centros repletos de aparelhos tecnológicos emissores de poluentes e de radiação de natureza corpuscular e eletromagnética associadas a uma intensa degradação dos recursos naturais mantedores de diversos equilíbrios biológicos8, 9.
Estudos apontaram que cerca de 60,0% dos pacientes portadores de neoplasias têm seus tratamentos condicionados à radioterapia4. Isso porque números substanciais de pacientes oncológicos dão entrada nos serviços de saúde já portando tumores em estado metastatizante, o que piora o prognóstico e condiciona o pacientes a diferentes modalidades terapêuticas na tentativa de combater a proliferação de células cancerígenas, e para isso o tratamento radioterápico é de grande importância1. Portanto, um número significativo de pacientes terá que se submeter a aparelhos capazes de emitir radiação de diferentes intensidades e tipos, enquanto que outros irão combinar diferentes terapias como a radioterapia associada à quimioterapia. Outros pacientes oncológicos se submetem a modalidades terapêuticas que incluem cirurgias para a remoção do tumor antes da adoção da terapia radioativa. No Estado do Piauí, o Hospital São Marcos é referência no tratamento radioterápico e quimioterápico de pacientes oriundos de uma pluralidade geográfica quase tão acentuada quanto à ampla gama de neoplasias observadas entre esses pacientes. Tamanha diversidade pode ser também estendida às variantes regionais, de cor, idade e condição sociocultural capazes de estabelecer relações e apontar particularidades de suas condições neoplásicas.
 O fluxo médio de pacientes atendidos no serviço de radioterapia do Hospital São Marcos gira em torno de 400 pacientes oncológicos submetidos à radiação para tratamento de tumores todos os meses. Dentre os 231 casos estudados, os piauienses somam 48,0% dos pacientes e, entre estes, pouco mais da metade vive em Teresina. Os dados coletados revelaram que a média de idade entre os pacientes do sexo masculino ultrapassa os 58 anos de idade e que, entre os homens, os tumores mais observados são os de próstata, respondendo por 41,2% dos casos. Entre as mulheres, que responde por 65,0% dos pacientes pesquisados, o tumor mais observado foi o de colo uterino, encontrado em 54,3% das pacientes analisadas. A pesquisa também mostrou que a maioria dos pacientes não sabe ler ou escrever.    
Por se tratar de uma doença diagnosticada por décadas em diversos países e cada vez mais presente no mundo atual, realizou-se o presente estudo, a fim de revelar correlações sociais, econômicas e culturais bem como ambientais e ocupacionais, com os diversos tipos de neoplasias observadas em nossas sociedades e seus estratos ou segmentos, a ponto de se evidenciarem traços epidemiológicos esclarecedores e contribuir para determinar o que seria o padrão epidemiológico de distribuição e classificação das principais neoplasias observadas, elucidando o que de fato tem relevância na saúde em relação à prevenção e possíveis intervenções.
O número de casos de câncer vem aumentando de maneira substancial em todo o mundo, principalmente a partir do século passado, o que faz dessa doença, na atualidade, um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A freqüência com que determinados tipos de câncer se distribuem apresenta-se variável em função das características de cada região, tornando importante a realização de estudos que revelem particularidades geográficas nos padrões desta doença, para seu monitoramento, controle e para a análise de sua evolução epidemiológica10.
METODOLOGIA
Este trabalho foi realizado no Hospital São Marcos, em Teresina-Piauí. A pesquisa científica foi iniciada mediante aprovação do seu projeto pela instituição em que foi realizada e pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da UESPI. Trata-se de um estudo retrospectivo com base em análises documentais.
Inicialmente foi realizado levantamento bibliográfico e a coleta de dados no serviço médico do referido hospital a partir de 231 prontuários de pacientes que deram entrada no serviço de radioterapia do mesmo hospital no período de 2006 a abril de 2007, em ordem cronológica, dos pacientes admitidos mais recentemente aos admitidos em datas mais distantes da do início da coleta dos dados. O Hospital São Marcos possui um fluxo mensal médio de 400 pacientes oncológicos em tratamento radioterápico. Para a coleta dos dados utilizou-se um formulário próprio, preenchido pelos pesquisadores e contendo informações sobre: sexo, cor, laudo histopatológico, idade, grau de instrução educacional, ocupação, estado civil, data de admissão no serviço de saúde, e a origem do paciente. A classificação do paciente pela cor foi adotada em conformidade com a do sistema de registros do Hospital São Marcos que considerava apenas a possibilidade morena e branca para a variante cor nos registros analisados neste período.  
A pesquisa também adotou a classificação utilizada pela instituição de saúde para a variável “nível educacional". Contudo, os dados coletados foram devidamente convertidos para atenderem a mais nova classificação dos níveis de educação neste país que, pela lei nº. 11.274, de 06/02/2006, estabelece a ampliação para nove anos do Ensino Fundamental. Cada nível educacional, como ensino médio, alberga pacientes que já concluíram o nível e não deram continuidade aos estudos, estão cursando-o ou o interromperam até a data de admissão no Hospital.
Os dados coletados foram inseridos em um banco de dados, utilizando o programa EPIINFO (Versão 3.4.3) e sistematizados em tabelas e gráficos para melhor visualização dos resultados obtidos durante a elaboração da pesquisa.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
De acordo com os dados compilados, 48,0% dos pacientes atendidos no serviço de radioterapia do Hospital sede do estudo são oriundos de outras unidades da Federação, vindo a Teresina em busca de tratamento oncológico, e os piauienses respondem por pouco mais de 51,0% dos pacientes em tratamento radioterápico. Dentre os piauienses, 42,7% pertencem a cidades do interior do Piauí. São pacientes que assim como os oriundos de outros Estados, também buscam atendimento médico especializado na capital. Esses dados reforçam a idéia de que uma parcela significativa dos pacientes analisados desempenha atividades simples, comuns do campo, como a agricultura e a pesca. A Figura 1 vem confirmar essa hipótese mostrando que 26,8% são agricultores, seguidos pelos aposentados que respondem por 25,1% dos sujeitos da pesquisa.
Figura 1. Distribuição numérica dos pacientes quanto à atividade profissional desempenhada.

Os pacientes que desempenham suas atividades em lavouras estão expostos à radiação ultravioleta dos raios solares de maneira contínua, o que contribui para que 10,0% dos pacientes do sexo masculino (principais agentes na lida com a lavoura) apresentem câncer de pele (Figura 2). Entre as mulheres este câncer atinge números mais discretos: 2,6% apresentam este tipo de neoplasia (Figura 2).
Figura 2. Localização anatômica das neoplasias mais freqüentes segundo o gênero.
Ao contrário do que se observa em estudos semelhantes realizados no sul do país, que apontam os cânceres situados topograficamente na cabeça e pescoço como sendo os mais freqüentes entre os homens4, a Figura 2 mostra que entre os pacientes do sexo masculino atendidos no serviço de radioterapia do Hospital São Marcos em Teresina-PI, é o câncer de próstata o mais freqüente, atingindo 41,2% dos pacientes em tratamento radioterápico ficando atrás apenas das neoplasias desenvolvidas na pele (10,0%), cólon e reto (6,2%) e esôfago (6,2%). A maioria dos cânceres de pele torna-se mais freqüentes com o avançar da idade; é incomum em pessoas com menos de 50 anos de idade e raro entre os adultos jovens. As pessoas com ocupações externas e, exposição recreativa solar muito intensa, bem como aquelas que vivem em regiões semitropicais ou tropicais estão em maior risco11.
 A porcentagem observada para câncer de esôfago entre os homens é correspondente, entre as mulheres, às porcentagens de neoplasias localizadas na faringe (orofaringe, nasofaringe e laringo-faringe) e no encéfalo, correspondendo ambas a 2,6% dos cânceres entre as mulheres. O câncer de pulmão foi mais freqüente no sexo masculino (3,7%) que no feminino (1,9% ) (Figura 2). Análises epidemiológicas revelam que a incidência do câncer de pulmão entre as mulheres está aumentando no Brasil devido à difusão do tabagismo associada a outros fatores de risco como precárias condições de nutrição12.
Entre os americanos o câncer de próstata já é a neoplasia mais comumente diagnosticada entre os pacientes do sexo masculino. A taxa de incidência desta doença entre afro-americanos ultrapassam as de outros grupos raciais e étnicos e são duas vezes maiores que as dos americanos11.
De acordo com os resultados obtidos, observou-se que a maioria dos portadores de neoplasias tratados no setor de radioterapia do Hospital São Marcos, é composta por mulheres, respondendo por 65,0% dos pacientes (Figura 3). Essa maioria é marcada por uma média de idade de 49,6 anos, apresentando o câncer de colo uterino como a neoplasia mais freqüente (54,3%). Ainda entre as mulheres a cor prevalentemente observada foi a morena. Pelo menos 7 em cada 10 mulheres observadas eram de cor morena e 28,6 % tinham a atividade doméstica como a principal ocupação (Figura 2). Para o sexo feminino, o câncer de colo uterino só foi  menos freqüente que o de mama (16,5%).
Pelos resultados apresentados, verifica-se que a quantidade de outras neoplasias menos comuns corresponde a 76 casos entre os 231 observados (32,9%). Entre esses tipos menos comuns de neoplasias destacam-se a leucemia, osteoma do crânio e face, neoplasia da glândula parótida, carcinomas e adenocarcinomas diversos (Figura 3).
Figura 3. Distribuição numérica dos pacientes segundo a localização topográfica da neoplasia.

No momento do diagnóstico de neoplasias, os homens apresentavam idade mais avançada que a as mulheres e entre eles as neoplasias mais comumente observadas eram o câncer de próstata. Pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos11 revelaram que a idade é o fator de risco mais forte para o câncer de mama. As mulheres acima de 65 anos têm um risco muitas vezes superior a uma mulher de 40 anos. Dois terços dos casos acontecem após a menopausa.
A Figura 4 apresenta a distribuição dos pacientes por nível de formação educacional, evidenciando que, de forma generalizada, as mulheres apresentam maiores graus de formação educacional que os homens, uma vez que, para a maioria dos níveis de educação analisados, as mulheres são representadas por porcentagens maiores. Essa condição só não existe quando os sexos são analisados para o ensino fundamental, onde 57,5% dos homens estão classificados dentro desse nível, enquanto as mulheres não ultrapassam 47,0%. Ambos os sexos apresentaram elevados níveis de analfabetismo, 20,0% dos homens e, 17,8% das mulheres não sabem ler ou escrever. Quando a variável considera o nível de formação superior os índices observados não ultrapassam 6,0% para ambos os sexos.
Figura 4. Distribuição percentual dos pacientes por gênero, segundo o nível de escolaridade.
Os diversos tipos de neoplasias observados são mais facilmente tratados e oferecem um prognóstico relativamente bom quando são diagnosticados precocemente1. Para isso a realização de intervenções educacionais/ informativas é fundamental. Embora seja inexorável a participação de genes e processos moleculares de mutações diversas, sabe-se que uma quantidade substancial de cânceres humanos pode ser passível de prevenção à medida que há causas externas que podem ser devidamente manipuladas na tentativa de se evitar o surgimento de neoplasias13.
CONCLUSÕES
Observou-se um número maior de pacientes do sexo feminino, morenas, que cursam ou interromperam os estudos no nível fundamental, sendo portadoras de câncer de colo uterino (35,4% de todos os tipos de câncer analisados pela pesquisa), tendo como principal ocupação a atividade doméstica (32,4%) e possuindo em torno de 49 anos de idade. A maioria dos pacientes analisados pela pesquisa era piauiense, originários de Teresina. A neoplasia da pele foi observada predominantemente entre os homens (10,0%), sendo estes, em sua maioria, morenos, agricultores e aposentados, portadores, em sua maioria, de câncer de próstata e tendo em média 58 anos de idade. O grau de formação escolar entre os homens é predominantemente o ensino fundamental, onde estes superam a porcentagem de mulheres. O câncer de pulmão foi mais verificado em homens que em mulheres.
Os prontuários oferecem uma rica gama de informações a respeito dos pacientes portadores de neoplasias, mas o detalhamento dos processos de tratamento precisa ser mais vastamente aplicado aos prontuários pelos profissionais.
Os dados epidemiológicos apresentam-se como um instrumento valioso na elucidação das causas e fatores de risco na gênese de diversos tipos de neoplasias e permite a análise da evolução das distribuições de tipos particulares de cânceres em populações distintas por sua origem, cor, sexo, grau de escolaridade etc. O entendimento do impacto que o câncer tem sobre a saúde e a economia alavanca a urgência de se conhecer, analisar e registrar o número, evolução e condições relacionadas ao seu surgimento permitindo a observação da evolução dos casos e tipos de câncer sem perfil definido ao longo dos tempos em nossa e em outras regiões.

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[1] Acadêmico(a) de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual do Piauí-FACIME/UESPI
[2] Médica, professora de Epidemiologia da Faculdade de Ciências Médicas do Estado do Piauí - FACIME/UESPI
[3] Médico, professor de Gastroenterologia da Universidade Federal do Piauí - UFPI








Anomalias Congênitas em nascidos vivos no Município de Teresina, Brasil.


Rayanne Maria Brandão da Silveira1
Rafaela Lima Santos1
Andréa Ribeiro Gonçalves de Vasconcelos Medeiros1
Daniele Lima Magalhães1
Danielle Claudino de Oliveira Costa1
Mírian Perpétua Palha Dias Parente2
José Miguel Luz Parente3
1 Acadêmica de Medicina da Universidade Estadual do Piauí - UESPI
2 Médica, professora de Epidemiologia da Universidade Estadual do Piauí - UESPI
3 Médico, professor de Gastroenterologia da Universidade Federal do Piauí - UFPI


RESUMO
Define-se como malformação congênita a anomalia estrutural presente ao nascimento. O objetivo deste estudo foi identificar a prevalência das anomalias congênitas entre os nascituros da Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), no ano de 2009 e dados relacionados aos fatores de risco para o desenvolvimento destas malformações. Todas as informações foram registradas e codificadas em um formulário elaborado pelos autores para esta finalidade. Os dados foram coletados de prontuários no período de janeiro a dezembro de 2009 e em seguida inseridos em um banco de dados, utilizando o programa EPIINFO (Versão 3.4.3). Com a pesquisa, observou-se que a maior parte das mães dos recém-nascidos portadores de anomalias congênitas tem acima de 40 anos (55,56%) e 31,94% são adolescentes. Procedem do interior do Estado do Piauí (58,33%), com escolaridade inferior a nove anos de estudo (61,1%). Observou-se ainda uma porcentagem elevada de prematuros (41,66%). As anomalias mais freqüentes foram as do sistema músculo-esquelético (34,72%), sistema nervoso central (18,06%), craniofacial (13,89%) e sistema urogenital (8,33%), respectivamente.
Palavras-chave: Anomalias congênitas. Prevalência. Vigilância Epidemiologia.


ABSTRACT
It is defined as a congenital malformation structural abnormality present at birth. The aim of this study was to identify the prevalence of birth defects among unborn Evangelina Rosa Maternity (MDER) in the year 2009 and data related to risk factors for the development of these malformations. All information was recorded and codified in a form developed by the authors for this purpose. Data were collected from medical records for the period January to December 2009 and then entered into a database using EpiInfo (version 3.4.3). Trough research, we found that most mothers of newborns with congenital abnormalities have over 40 years (55.56%) and 31.94% are teenagers. Proceed in the state of Piauí (58.33%), schooling less than 9 years of education (61.1%). There were also a high percentage of premature babies (41.66%). The most frequent were anomalies of the musculo-skeletal (34.72%), central nervous system (18.06%), craniofacial (13.89%) and urogenital system (8.33%), respective.


INTRODUÇÃO
Os defeitos congênitos vêm apresentando relevância crescente como causa de sofrimento e prejuízos à saúde da população. Define-se como malformação congênita a anomalia estrutural presente ao nascimento1. Uma definição mais ampla seria a expressão "defeito congênito" (tradução do inglês "birth defect"), incluindo toda anomalia funcional ou estrutural do desenvolvimento do feto decorrente de fator originado antes do nascimento, seja genético, ambiental ou desconhecido, mesmo quando o defeito não for aparente no recém-nascido e só manifestar-se mais tarde 2.
Estudos indicam que a incidência geral dos defeitos congênitos na América Latina não difere, significativamente, daquela encontrada em outras regiões do mundo 3. De modo geral, pode-se considerar que não menos de 5,0% dos nascidos vivos apresentam alguma anomalia do desenvolvimento, determinada, total ou parcialmente, por fatores genéticos.
Apesar dos fatores genéticos estarem implicados em praticamente todas as doenças, como resultado de sua interação com o ambiente, o papel relativo do componente genético poderá ser maior ou menor 4. Podem ser citadas as monogênicas, individualmente raras, acometendo 2,0% da população geral; as cromossômicas, presentes em 0,7% dos nascidos vivos (e em metade dos abortamentos espontâneos) e as multifatoriais, responsáveis por grande parte das malformações congênitas e também por muitos problemas comuns da vida adulta 4,21.
A mortalidade infantil é um importante indicador de saúde de um país ou comunidade, por estar associado a fatores como saúde materna, qualidade e acesso a serviços de saúde, condições sócio-econômicas e práticas de saúde pública. Quando estratificadas as causas de mortalidade infantil, observa-se, em várias regiões do mundo, uma diminuição na taxa total de óbitos no grupo, em especial, nas causas infecciosas; como resultante, a proporção de mortes atribuíveis às malformações congênitas vem aumentando 5,6. Outro dado relacionado às anomalias congênitas, além da mortalidade, é a maior morbidade, definida como risco para o desenvolvimento de complicações clínicas, incluindo número de internações e gravidade das intercorrências. A maioria das doenças não-infecciosas, maior causa dos óbitos em nações desenvolvidas, provavelmente tem um componente genético 7,8.
Através dos dados computados pelo Ministério da Saúde, no banco de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), pode ser vista a evolução das causas de mortalidade infantil no Brasil, desde 198010. O impacto dos defeitos congênitos no Brasil vem aumentando progressivamente, tendo passado da quinta para a segunda causa dos óbitos em menores de um ano entre 1980 e 2000, apontando para a necessidade de estratégias específicas na política de saúde 21.
O estudo visou identificar os tipos preponderantes de anomalias congênitas entre os nascituros da Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), no ano de 2009, no município de Teresina – PI, e dados relacionados aos fatores de risco para o desenvolvimento destas malformações.
A carência de estudos acerca do tema na cidade de Teresina – PI, assim como, às ainda reduzidas ações efetivas de promoção da saúde e agravos de mulheres em idade fértil evitando as anomalias congênitas, revelam a importância desta pesquisa nesse município.


METODOLOGIA
Trata-se de um estudo retrospectivo de prontuários das parturientes que deram à luz neonatos portador de anomalias congênitas atendidos na Maternidade Dona Evangelina Rosa (Teresina - Brasil), no período de janeiro a dezembro de 2009.
Para a coleta dos dados, foi utilizado um formulário clínico-epidemiológico próprio, preenchido pelos elaboradores da pesquisa e contém informações tais como a idade e hábitos importantes maternos, a qualidade do pré-natal, a existência de patologias associadas à gravidez, e, especialmente, as anomalias congênitas presentes. Nos casos selecionados, foram avaliados alguns fatores de risco associados ao desenvolvimento das anomalias. Foram excluídos da pesquisa aqueles prontuários que não constaram preenchimento dos campos obrigatórios indicados no formulário clínico-epidemiológico.
Os dados coletados foram inseridos em um banco de dados, utilizando o programa EPIINFO (Versão 3.4.3) e sistematizados em tabelas e gráficos para melhor visualização dos resultados obtidos durante a elaboração da pesquisa.
O projeto foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa da instituição onde a pesquisa foi realizada.


RESULTADOS E DISCUSSÃO
Segundo dados da Maternidade Dona Evangelina Rosa, no ano de 2009, foram realizados 12.101 partos, dos quais 5.616 (46,41 %) foram normais e 6.485 (53,59 %), cesarianas. Foram analisados 5.995 (49,54 %) prontuários, que incluíam apenas nascidos vivos, dos quais, foram identificados 72 casos de anomalias congênitas (1,2 %).
Dos casos com anomalia congênita, 23 (31,94 %) mães eram adolescentes, 40 (55,56 %) adultas, e 9 (12,5 %) tardias (Gráfico 1). Um estudo multicêntrico europeu demonstrou maior ocorrência de anomalias congênitas decorrentes de gestações em mulheres com idade superior a 35 anos. No entanto, estudos realizados no Brasil detectaram relação entre idade materna e malformação congênita em mães adolescentes e concluíram que as chances de uma adolescente com gestações múltiplas gerarem uma criança com malformação é de 6,14 vezes comparadas às adolescentes com gestação única, e para as mães tardias não casadas, as chances são de 11,4 quando comparadas as mães com idade entre 20 a 34 anos 22. No que se refere à procedência e à escolaridade da mãe, a maioria procedia do interior do Estado (58,33 %) e tinha menos ou igual a 9 anos de estudos (61,1 %), que corresponde ao ensino fundamental incompleto. Estudo realizado em Guaratinguetá-SP em 1998 encontrou forte associação entre baixa escolaridade materna e marcadores obstétricos de risco para a gestante e o recém-nascido. Neste estudo, ficou evidente a existência da relação entre baixa escolaridade e procedência do interior do Estado com um padrão socioeconômico com menor recurso financeiro.


Nos casos de anomalias congênitas, não havia especificação da realização e da quantidade de consultas pré-natais na maioria dos prontuários (52,78 %), o que dificultou a análise dos dados. A maioria dos partos realizados foi cesariana 41(56,94 %). Confirmando a opção médica do tipo indicado de parto em diagnóstico intra-útero de anomalia congênita. Dessa forma, pode-se considerar esse número satisfatório quando se compara com outros estudos, como o realizado em Pelotas-RS, entre os anos de 1999 e 2003, em que a taxa de partos cesarianos para os casos de anomalias congênitas correspondeu a 44,4 %, bem como o realizado em Maringá-PR, entre os anos de 2000 a 2007, com uma taxa de 82,5%.


Em relação ao sexo do recém-nascido, a maior prevalência foi do sexo masculino, mas não foi encontrada uma diferença significante: 47,22% eram do sexo feminino e 52,78%, masculino. Estudo realizado no Sul do País encontrou uma diferença maior entre a prevalência de anomalias no sexo masculino (65,9 %) e no feminino (34,1 %) 20.
Quanto à idade gestacional, 41,66% dos portadores de anomalias congênitas eram prematuros – idade gestacional menor que 37 semanas. Essa taxa de prematuridade é alta ao comparar com estudos realizados no município do Rio de Janeiro no período de 1999 a 2001, em São Paulo, no ano de 2001 e 2002, e com o estudo de Maringá-PR, que encontraram taxas de 19 %, 14,9% e 25,2%, respectivamente 20.
No que diz respeito à freqüência dos diferentes tipos de anomalias congênitas, observou-se que 25 recém-nascidos (34,72%) eram portadores de anomalias do sistema músculo-esquelético, das quais 52 % deste grupo eram malformações do pé (pé torto congênito) e 36%, da mão. Em seguida, foram encontrados 13 recém-nascidos (18,06%) com anomalia do sistema nervoso central, incluindo hidrocefalia, meningomielocele, anencefalia e encefalocele. As anomalias craniofaciais, incluindo fendas lábio-palatal e palpebral, microagnatia, entre outras, somaram 10 casos (13,89 %). As anomalias urogenitais, como hipospádia, ânus imperfurado, genitália ambígua, entre outras, somaram 6 casos (8,33 %). As anomalias digestivas e cromossômicas totalizaram 4 casos (5,56 %). Em 9 prontuários (12,5 %), a descrição foi de malformações múltiplas e, em 5 (6,94 %), não havia especificação do tipo de anomalia. A predo¬minância dessas malformações se assemelha àquela apresentada em outros estudos 22.


A análise completa de todas as variáveis maternas e fetais e de todos os prontuários do período de janeiro a dezembro de 2009 não foi possível, devido uma falha no banco de dados, muitos prontuários não foram preenchidos adequadamente, presença de sub-registros, ou seja, o não preenchimento correto por profissional não treinado o que dificulta a elaboração de estatísticas oficiais e a obtenção de informações importantes para programação de ação em saúde. Além disso, os dados não são informatizados, muitas vezes a letra era ilegível, o que dificultou a coleta precisa. Mesmo assim, foi colhida uma amostra satisfatória e dentro do considerável (49,54%) para a análise das anomalias encontradas.


CONCLUSÃO
Com a pesquisa, observou-se que a maior parte das mães dos recém-nascidos portadores de anomalias congênitas tinha procedência do interior do Estado do Piauí e menos que nove anos de estudo. Observou-se ainda uma porcentagem elevada de prematuros e que as anomalias mais comuns foram as do sistema músculo-esquelético, sistema nervoso central, craniofaciais e sistema urogenital, respectivamente. Infelizmente, devido ao não preenchimento de dados sobre os hábitos de vida importantes da mãe, não foi possível fazer a relação desses como fatores de risco para a ocorrência de anomalias congênitas no município de Teresina.


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* Publicado nos Anais do CRM-PI 2010.

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