sábado, 21 de janeiro de 2012

Epidemiologia dos Desastres

Em 2011, 302 desastres naturais no mundo geraram mais de 29 mil mortos e US$ 366 bilhões de prejuízos

Renata Giraldi
Da Agência Brasil, em Brasília

O ano passado foi marcado por 302 desastres naturais, que mataram 29.782 pessoas no mundo, mas principalmente na Ásia. O Brasil não está fora das estatísticas registrando 900 mortes causadas pelos impactos das inundações e dos deslizamentos de terras provocados pela chuva. A estimativa é que os desastres geraram US$ 366 bilhões de prejuízos. A conclusão é do Escritório das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Desastres (cuja sigla em inglês é UNISDR).
Pelos dados da UNISDR, com base em informações do Centro de Investigação sobre a Epidemiologia dos Desastres (Cred), a maior parte das mortes foi provocada pelos efeitos dos terremotos. Pelo menos 20.943 pessoas morreram devido às consequências dos tremores de terra. Do total de mortos, 19.846 ocorreram no Japão.
Porém, 2011 também registrou as inundações no Brasil, os terremotos na Nova Zelândia e no Japão seguido por tsunami, além de tempestades acompanhadas por tornados nos Estados Unidos, o furacão Irene também em território norte-americano e alagamentos na Tailândia, tremores de terra na Turquia e tempestades nas Filipinas.
A UNISDR informou ainda que a elevação das temperaturas também causou problemas, pois 231 pessoas morreram em consequência da mudança climática. No entanto, o alerta da organização é que por dois anos consecutivos, a tendência é de ocorrerem grandes terremotos – em 2011 e 2010 houve registros desses episódios.
A chefe da UNISDR, Margareta Wahlström, lembrou que mais de 220 mil pessoas morreram no Haiti, em janeiro de 2010, em consequência do terremoto registrado no país. O fenômeno, ressaltou ela, não ocorria na região há 200 anos. “A menos que nós nos preparemos para o pior, o mundo estará destinado a ver perdas ainda maiores de vida no futuro”, disse.
O diretor do Cred, Debby Guha-Sapir, acrescentou que os desastres naturais ocorrem em regiões em desenvolvimento e ricas. Para ele, a seca na chamada região do Chifre da África é considerada um fenômeno gravíssimo por provocar mortes em massa e gerar falta de perspectivas para as populações de vários países.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2012/01/19

domingo, 8 de janeiro de 2012

Vacina contra HPV

04/01/2012 - 14h11
Algumas adolescentes superestimam proteção da vacina de HPV
PUBLICIDADE DA REUTERS

Algumas adolescentes que tomam vacina de HPV para evitar câncer do colo do útero acham que não precisam mais praticar sexo seguro, segundo pesquisa americana.

O estudo, publicado na revista "Archives of Pediatric & Adolescent Medicine", mostra a necessidade de uma melhor educação a respeito das vacinas e de suas limitações.

As vacinas contra o HPV protegem a pessoa contra os tipos de vírus que causam câncer e verrugas genitais. Mas elas não evitam outras doenças como sífilis, gonorreia ou Aids.

A imunização também não serve para tratar infecções ativas.

A médica Tanya Kowalczyk Mullins, do Hospital Infantil de Cincinnati, e sua equipe entrevistaram 339 meninas com idades entre 13 e 21 anos sobre sua percepção de risco após a primeira imunização contra HPV.

A maioria das meninas disse acreditar que é importante praticar sexo seguro depois da vacina. Mas um grupo pequeno, cerca de 23%, acredita que o risco de pegar uma infecção era menor depois da vacina.

Fatores associados a essa crença incluíram ter menos informação sobre a vacina e sobre a infecção por HPV, menos preocupação sobre contrair HPV e não ter usado camisinha na última relação sexual.

A pesquisa mostra que os médicos precisam informar melhor as meninas sobre a vacina.

O estudo, no entanto, tinha limitações: a maioria das meninas era de uma mesma clínica que atende pessoas de baixa renda. Os resultados podem não ser aplicáveis à população em geral.

O trabalho foi patrocinado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. Alguns dos pesquisadores já receberam recursos da Merck, uma das fabricantes da vacina.