quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Níveis de Prevenção em Saúde




Prevenção Primária pode ser dividida em: promoção da saúde e proteção específica, 
segundo Leavell & Clarck (1976).
Promoção da Saúde:
–Educação sanitária;
–Bom padrão de nutrição, ajustado às várias fases de desenvolvimento da 
vida;
–Atenção ao desenvolvimento da personalidade;
–Moradia adequada, recreação e condições agradáveis de trabalho;
–Aconselhamento matrimonial e educação sexual e genética;
–Exames seletivos periódicos.
· Proteção Específica:
–Uso de imunizações específicas;
–Atenção à higiene pessoal;
–Hábito de saneamento do ambiente;
–Proteção contra riscos ocupacionais;
–Proteção contra acidentes;
–Uso de alimentos específicos;
–Proteção contra substâncias carcinogênicas;
–Proteção contra alérgenos.

Prevenção Secundária pode ser dividida da seguinte forma:
Diagnóstico e tratamento precoce:
–Medidas individuais e coletivas para descoberta de casos;
–Pesquisa de triagem e exames seletivos, a fim de curar e evitar o processo de doença;
–Evitar a propagação de doenças contagiosas;
–Evitar complicações e seqüelas;
- Encurtar o período de invalidez
Limitação da Invalidez:
–Instituir tratamento adequado para interromper o processo mórbido e evitar futuras 
complicações e seqüelas;
–Provisão de meios para limitar a invalidez e evitar a morte.

Prevenção Terciária envolve a reabilitação, sob os seguintes aspectos:
–Prestação de serviços hospitalares e comunitários para reeducação e treinamento, a fim de 
possibilitar a utilização máxima das capacidades restantes;
–Educação do público e indústria, no sentido de que empreguem o reabilitado;
–Emprego tão completo quanto possível;
–Colocação seletiva;
–Terapia ocupacional em hospitais;
–Utilização de asilos.





quarta-feira, 15 de agosto de 2012

SUS terá vacina contra catapora a partir de 2013


SUS terá vacina contra catapora a partir de 2013

Ministério da Saúde, Fiocruz e GSK firmaram, neste sábado (4), parceria para a produção nacional e distribuição gratuita do imunizante.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, anunciaram neste sábado (4), no Rio de Janeiro, parceria para transferência de tecnologia entre o laboratório público Bio-Manguinhos e o laboratório privado britânico GlaxoSmithKline (GSK). A parceria possibilitará a produção nacional da vacina tetra viral, que vai imunizar as crianças contra quatro doenças – caxumba, rubéola e sarampo, já inseridas na tríplice viral, ofertada no Sistema Único de Saúde desde 1992 -, e a varicela, mais conhecida como catapora.
A vacina será disponibilizada ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde a partir de agosto de 2013. Será aplicada em duas doses: a primeira, quando a criança tem 12 meses, e a segunda, aos quatro anos de idade.
“Com apenas uma picada o Brasil vai poder proteger suas crianças contra quatro tipos de doenças. Hoje, temos dados que mostram que quase 11 mil pessoas são internadas por ano pela varicela e temos mais de 160 óbitos. Além disso, tem uma economia no trabalho dos profissionais de saúde, pois usa-se apenas uma agulha, uma seringa, um único local de conservação”, declarou o ministro Alexandre Padilha.
INVESTIMENTO - O Ministério da Saúde investirá R$ 127,3 milhões para a compra de 4,5 milhões de doses por ano. Atualmente, a vacina contra catapora não faz parte do calendário básico de imunizações anual do SUS. É disponível em dose separada na rede pública apenas em épocas de surto e campanhas específicas.
Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, além de capacitar os profissionais e criar plataformas para o desenvolvimento de outras vacinas, esse tipo de acordo barateia significativamente o preço das doses. “O preço global da vacina tetra custará R$ 28 por unidade, incluindo o preço da tríplice. No mercado privado, essa vacina custa R$ 150. Só podemos ter um programa que distribui gratuitamente vacinas para todo o país, porque temos a competência nacional de produzi-las”.
A vacina tetra viral que vai entrar para o calendário básico de imunizações do SUS é segura - tem 97% de eficácia e raramente causa reações alérgicas. Com a inclusão da vacina no SUS, o Ministério da Saúde estima uma redução de 80% das hospitalizações por catapora. Por ano, cerca de 11 mil pessoas são internadas pela doença. Com a tetra viral, o SUS passa a oferta 25 vacinas, 13 delas já disponibilizadas no calendário básico de imunizações.
PARCERIAS- Nos acordos de transferência de tecnologia, firmados pelo Ministério da Saúde, a produção se dá por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), feito com os laboratórios públicos. Nessa parceria o Ministério é responsável pela compra dos medicamentos. Já os laboratórios da rede privada, são responsáveis por produzir o princípio ativo e transferir a tecnologia. Como contrapartida, o governo garante exclusividade na compra do medicamento por cinco anos. 
Esta é a sétima parceria entre o laboratório privado GSK e o laboratório público Bio-Manguinhos. Desde 1980, os laboratórios produzem em parceria as vacinas contra poliomielite, Haemophilus influenzae tipo b (Hib) – que causa meningites e outras infecções bacterianas –, tríplice viral, rotavírus, dengue e pneumocócica conjugada, que protege contra a pneumonia e meningite causada por pneumococo.
Ao total, estão em vigor 35 PDPs para a produção de 33 produtos, sendo 28 medicamentos e quatro vacinas. As parcerias envolvem 37 laboratórios, 12 públicos e 22 privados, nacionais e estrangeiros.
Por Tatiana Alarcon, da Agência Saúde – Ascom/MS

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Quem é conhecido como o "Fundador da Epidemiologia"?

Você sabe o que é Epidemiologia?


A epidemiologia é uma disciplina básica da saúde pública voltada para a compreensão do processo saúde-doença no âmbito de populações, aspecto que a diferencia da clínica, que tem por objetivo o estudo desse mesmo processo, mas em termos individuais.
Como ciência, a epidemiologia fundamenta-se no raciocínio causal; já como disciplina da saúde pública, preocupa-se com o desenvolvimento de estratégias para as ações voltadas para a proteção e promoção da saúde da comunidade.
A epidemiologia constitui também instrumento para o desenvolvimento de políticas no setor da saúde. Sua aplicação neste caso deve levar em conta o conhecimento disponível, adequando-o às realidades locais.
Se quisermos delimitar conceitualmente a epidemiologia, encontraremos várias definições; uma delas, bem ampla e que nos dá uma boa idéia de sua abrangência e aplicação em saúde pública, é a seguinte:
"Epidemiologia é o estudo da freqüência, da distribuição e dos determinantes dos estados ou eventos relacionados à saúde em específicas populações e a aplicação desses estudos no controle dos problemas de saúde." (J. Last, 1995).