quarta-feira, 10 de abril de 2013

A VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA NO BRASIL


A VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA NO BRASIL
Outro avanço é a redução de 24% de casos de malária na Amazônia Legal, no período de 2005 a 2007, passando de 603.026 para  457.466 casos na região que concentra 99,9% da transmissão da malária no Brasil.
Em relação à Aids, o país tem uma epidemia estabilizada desde o ano de 2000, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e Nordeste, a tendência é de crescimento. Apesar de o Brasil ter cerca de um terço de todas as pessoas com HIV da América Latina, o acesso aos serviços de prevenção e o tratamento adequado possibilitaram a estabilização da epidemia. O acesso universal à terapia anti-retroviral no país é responsável pela diminuição da taxa de mortalidade de 9,6 em 1996 para 6 por 100mil habitantes em 2005. Com o acesso à terapia anti-retroviral, estima-se que mais de 1,3 milhão de internações foram evitadas no período de 1997 a 2007.
Como define a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90), a vigilância epidemiológica é "o conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer, a qualquer momento, o comportamento ou história natural das doenças, bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes, com o fim de recomendar oportunamente, sobre bases firmes, as medidas indicadas e eficientes que levem à prevenção e ao controle de determinadas doenças".
No âmbito do SNVE, a Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS define normas e procedimentos técnicos e diretrizes operacionais, além de promover a cooperação técnica e assessorar as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. Também promove a cooperação técnica com organismos internacionais correlatos.
A Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS trabalha para a promoção e disseminação do uso da metodologia epidemiológica em todos os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS). Objetiva o estabelecimento de sistemas de informação e análises que permitam o monitoramento do quadro sanitário do país e subsidiem a formulação, implementação e avaliação das ações de prevenção e controle de doenças e agravos, a definição de prioridades e a organização dos serviços e ações de saúde.